Eu tenho dislexias apaixonadas
Tenho fomes anoréxicas
Uns frios de suores quentes
Charco
de amor puro
amor espesso
Tenho uns tremores débeis
lembranças tão hoje
tenho pés caminhados
exagerados caminhos
Tenho amor sobrando
crescendo até das axilas
Tenho dislexias de paz
tenho paz
me repito,
eu comigo dou empate
Reconheço um escarlate nos meus diferentes afetos
quando acordo úmida de sonhos-suores
Tenho pés sempre descalços no chão do amor
e o meu corpo responde num rutilar
às dislexias do tentar saber
da paz da paixão...
Desisto,
mudo de tantos mudares
fico quieta diante dos silêncios que barulham em mim
e só amo porque não sei fazer diferente

1 comentários:
faço gosto que não saibas
do contrário sucumbia aos dias.
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